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Garimpando hospedagem na Turquia: o hotel da Capadócia

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É até injusto preparar um post com esse título, pois eu não garimpei o hotel da Capadócia. Mas, para garantir o nome da série, vamos fingir que minha busca foi árdua.

A @carlinhaz recomedou o Kelebek e, depois de ter visitado o site deles na internet, já havia resolvido que seria lá que eu ficaria nos dois dias destinados à região.

Os quartos do hotel cabem em todos os orçamentos. Eles partem de 40 euros (em valores de hoje), para quartos sem banheiros, até 180 euros, nas suítes presidenciais. O que eu achei mais bacana é que você já sabe de antemão o que vai encontrar, já que eles permitem que você escolha pelo número do quarto, e não por categoria, já vendo pelo site até mesmo o que tem no quarto, em termos de decoração e dos equipamentos listados.

Mandamos um e-mail para eles pré-selecionando um quarto, mas perguntando sobre o ar-condicionado. A resposta foi enfática, dizendo que não precisaríamos dele, apesar de ser verão. Turistas de boa fé que somos, ficamos com o quarto 115 e não nos arrependemos.

Realmente, não foi necessário. De dia, o calor era cearense do lado de fora mas, inexplicavelmente, as pedras que formavam nosso quarto eram geladinhas. De noite, então, nem se fala. Basta dizer que é recomendável um agasalho leve para o passeio de balão, tanto pela temperatura em razão da altitude, como pelo horário do passeio.

Nem por um minuto fui capaz de me arrepender da escolha. O hotel inteiro é uma graça. Nada como uma sessão de fotos para formar uma opinião:

Garimpando hospedagem na Turquia – o hotel de Istambul

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Não tivemos dificuldades em encontrar bons hotéis espalhados pela Turquia, por preços justos, mesmo viajando no verão, estação alta por lá. Dois deles não foram simplesmente colhidos dos sites que normalmente uso, como tripadvisorbooking.com ou hoteis.com. O primeiro deles, meu sogro jantou uma noite no restaurante deles meses antes e além de ter adorado a comida, achou a vizinhança bem simpática: foi o Tria Elegance Hotel. Daí, acabei reservando pelo booking, por 109 euros a diária. Em troca, serviço cuidadoso e atencioso. Um sachezinho sobre a cama ali:

Uma água mineral for free acolá, acompanhada de apetrechos para fazer um chá ou um café fora de hora:

Tudo limpo e arrumado, sem ser apertado. Não tirei foto da cama, mas as fotos que têm no site do hotel são bastante fiéis. O curioso é que tinham me avisado do despertador “semi-natural” turco: os alto-faltantes ensurdecedores chamando para a oração às 5 da manhã. Aí o hotel provou todo seu valor: não escutava nada, mesmo estando a alguns metros da Mesquita Azul. Isso foi providencial após chegar ao hotel de madrugada, depois de rodar bastante pelas minhas conexões. Mas essa história eu deixo para contar em outro post.

Além do mais, como a rua era mesmo animadinha, já que ficava dentro do centro histórico e era basicamente uma junção de hotéis e barzinhos, alguns com restaurante no topo dos edifícios de 3 andares (que era o caso do nosso hotel), o silêncio foi ainda mais valoroso.

Akbiyik Caddesi, rua do hotel, no Sultanahmet

Susto mesmo, eu só tomei no dia seguinte, ao acordar, perto de meio-dia (6 horas de fuso à frente, certo?). A boa notícia: o café vai até 1 da tarde na maior parte dos hotéis, inclusive no nosso. A má notícia era, digamos, perceptível visualmente. A curadoria das comidas era feita pelos locais, claro. E, portanto, apesar de farto, variado, com quase tudo o que a gente normalmente come, tinha uns itens bem estranhos.

Mel direto do favo

Berinjelas e abobrinhas temperadas no azeite (?!)

Nada que comprometesse, sempre tinha um pãozinho – dentre outros com recheio estranho – decente e um café ou um leite para salvar. Quanto ao café, há sempre dois tipos: o turco, preparado numas máquinas bacanas – não fotografei a do Tria – e o nosso café ocidentalizado. Não provei o primeiro, já haviam me dito que não era coado, coisa e tal e eu não quis variar. O negócio é se dividir entre ter saudade de comer um carioquinha com manteiga e controlar os ímpetos de pedir uma cerveja para acompanhar todos esses tira-gostos 😀

Azeitonas pretas e verdes

Deslocando-se pela Turquia

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Nossa viagem ficou dividia assim: 6 noites em Istambul, 2 noites em Bodrum, 3 noites em Kusadasi, 1 noite em Izmir, 2 noites em Goreme, 1 noite em Istambul e 1 em Lisboa, para pegar o voo de volta.

Fizemos, então, Istambul-Bodrum de avião, pela Turkish Airlines, Bodrum-Kusadasi de ônibus, pela Pamukkale, Kusadasi-Izmir novamente de ônibus e pela Pamukkale, Izmir-Kayseri de avião, pela Sun Express, Nevsehir-Istambul de avião, pela Turkish.

As estradas são excelentes, não existe dificuldade para comprar uma passagem de ônibus nas estações rodoviárias, chamadas de Otogar. Boas companhias cobrem muitos destinos, as passagens são baratas e o serviço de bordo, melhor até do que a média das nossas companhias aéreas.

Olha só, equipamento de entretenimento individual:

Sem falar no serviço de bordo, com bebidas e snacks variados e gratuitos:

Precisa mais? Mesmo para quem curte alugar carro – e acho que essa opção, na Turquia, é superválida – em alguns lugares eles se tornam um trambolho. Em Istambul, não fazem o menor sentido, já que o táxi é abundante e barato; em Bodrum, as ruas têm um único sentido, de tão estreitas e os engarrafamentos, tão frequentes quanto em Istambul; para dar uma ideia, em alguns pontos, quando um carro se aproximava, precisávamos colar na parede, de lado, por conta do espaço. E de férias, quem merece gastar tempo se preocupando com um carro, não é mesmo? Na Turquia, meus votos vão para as companhias aéreas para as distâncias longas e para as companhias de ônibus, para distâncias mais curtas.

Uma realidade: a infraestrutura de transportes turca superou minha expectativa. Podem ir sem medo.

Adendo: a Roberta questionou acerca de a maioria das pessoas que viajam para a Turquia terem contratado pacotes internos para viajar pelo país. Pessoalmente, detesto pacote. Fui para Capadócia por conta própria, a agência Heritage Travel, local, comprou nossas passagens, aéreas, já que a Sun Express não vendia para passageiros cujos cartões de créditos não eram turcos. Fizemos também a reserva do hotel e do passeio de balão com eles. O site é http://www.turkishheritagetravel.com A dica foi da @carlinhaz e eu fiquei muito satisfeita.
Em Kusadasi, compramos os bate-e-volta para Ephesus e Pamukkale, mas fiquei insatisfeita com os inconvenientes de sempre: paradas despropositadas para compras e controle do nosso tempo no local. Em Ephesus foi bom ter o guia explicando tudo. Sãos os prós e contras desse tipo de solução.

 

Planejando o périplo turco

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Quando começamos a planejar essa viagem, considerávamos visitar Londres e combiná-la com outro lugar radicalmente diferente, para dar aquela renovada no meio da viagem. Já tínhamos feito essa experiência unindo Dinamarca e Croácia e tinha sido bastante positiva. Tínhamos 18 dias no total, o que daria mais ou menos uma semana em cada lugar, descontados os deslocamentos.

Comprei um guia sobre a Turquia. Aqui começaram os nossos problemas, por assim dizer. A Turquia é tão vasta e possui tantas diferenças entre suas regiões, que acabamos deixando Londres de lado. Quanto mais se pesquisa sobre o país, mais se constata a insuficiência dos dias de férias. Istambul é imensa e só tive consciência de que em 6 dias vimos apenas o básico quando voltamos para pegar o voo de volta para Lisboa e nos hospedamos em outro bairro.

A Turquia é dividida em 7 regiões geográficas: no interior do país tem a Anatólia Ocidental – Ancara (capital do país), Anatólia Ocidental – Capadócia, Anatólia Oriental, região do Mar Negro, do Mar de Mármara, do Mar Egeu e do Mar Mediterrâneo. Fomos para 3 regiões: Mar de Mármara (Istambul), Anatólia Ocidental (Capadócia: Goreme) e Mar Egeu (Bodrum, Kusadasi e Izmir), incluindo alguns bate-e-voltas a partir dessas cidades.

Eu posso dizer que faltaram dias. É evidente que voltei com uma noção considerável sobre o país, mas tem tanta coisa ali que dava para passar mais 18 dias visitando locais diferentes.

Nos deslocamos de ônibus e avião, já que trem não pareceu uma opção. Todos os locais, á exceção de Izmir, são bem turísticos, de modo que não tivemos dificuldade com a comunicação. Pretendo escrever uma série de posts sobre a viagem, mas como estou cursando um mestrado nesse momento, deixo a porta aberta para perguntas, caso os posts não apareçam logo :mrgreen:

Istambul

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É uma lindeza. Acho que a cidade tem o skyline mais lindo que já vi na vida, com os minaretes e as muralhas de Constantinopla constantemente iluminados durante a noite.

A Mesquita Azul é uma coisa rica, linda, linda de se ver. Ainda hoje funciona como mesquita e tem uma parte separada para os turistas, outra para as orações. Não se entra de sapato. Deve-se guardá-los na mochila e revestir os pés com plástico com elástico na borda entregues na entrada, gratuitamente.  

Fora o motivo religioso, realmente dá mesmo pena de pisar de sapato.