Palácio de Buckingham – visitando os State Rooms

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Considerei a visita ao Palácio de Buckingham o ponto alto de Londres, tanto pela representatividade que a realeza possui na cultura britânica, como pela oportunidade de conhecer um palácio cujos ocupantes encontram-se em plena atividade.

Normalmente ele abre por um curto período, no final de julho, início de agosto, quando a Rainha Elizabeth parte para os seus domínios escoceses e o Palácio fica fechado para as atividades de estado e aberto para a visitação turística.

Foi bem especial o fato de estarmos em Londres no início de julho. Neste verão, ele abriu de 30 de junho a 8 de julho, somente, e novamente a partir de 31 de julho, ficando aberto até 7 de outubro de 2012. Então, se você estará em Londres nesse período, meu conselho é um só: APROVEITE!

Exitem quatro tipos de visitas: Buckingham Palace State Rooms, The Queen’s Gallery, The Royal Mews e Royal Day Out, sendo que esse último é a junção dos três primeiros. Todos incluem a mostra Diamonds – A Jubilee Celebration. Ainda existe a possibilidade de agregar aos State Rooms uma visita aos jardins do palácio: Highlights Garden Tours.

Compramos os ingressos para The Buckingham Palace State Rooms pela internet, no site oficial. Custa £18. De quebra, você leva junto a exposição das jóias da Rainha, que foram reorganizadas numa exibição especial em razão do jubileu. Os ingressos têm dia e hora marcados e é preciso trocar o recibo enviado pela internet pelos ingresos físicos. Atrasos não são tolerados, pelo menos é o que diz o panfleto entregue junto com os ingressos na bilheteria.

Os preços :

The State Rooms, The Queen’s Gallery ou The Royal Mews: £ 18,00

Royal Day Out: £ 31,95

State Rooms e Highlight Garden Tour: £ 26,50

Para chegar ao Palácio, a estação de metrô é Victoria ou St. James Park.

A bilheteria fica na Buckingham Palace Road.

 

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Keep calm and carry on*

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Map Room

Um passeio que curti em Londres foi a visita ao The Cabinet War Rooms, as instalações de onde Winston Churchill comandou as forças britânicas durante a Segunda Guerra. Confesso que nem estava muito motivada, mas achei bastante interessante.

Gosto da temática das guerras, sem ser fanática. Foi legal poder visitar um bunker de guerra, cujas instalações estão do mesmo jeito como foram deixadas após o término da guerra.

Além disso, achei a lojinha  uma das melhores lojas de museu que já vi. Para os aficionados da temática, é de enlouquecer. Fiz ótimas aquisições, como livros, posters e postais vintages reproduzindo as campanhas em torno da economia de guerra para a população. Este livro, por exemplo, custou apenas 7 libras e cinquenta, mais barato até do que o ingresso para o museu, uma verdadeira pechincha tratando-se de livros.

Ingressos: 16,50 libras por pessoa. Pode comprar pela internet aqui.  Para menores de 16 anos, a entrada é gratuita.

Horário: aberto diariamente entre 9h30 e 18h, mas você precisa entrar até as 17h. Estarão abertos todos os dias durante as Olimpíadas.

O museu fica em Clive Steps, King Charles St. SW1 2AQ, metrô Westminster ou St. James Park.

*Esse era o slogan criado pelo governo britânico para motivar a população no período da Segunda Guerra, em caso de invasão nazista. Sua autoria é desconhecida. Está em toda parte, em livres adapatações, mostrando que uma peça publicitária bem feita, mesmo não muito divulgada à época, acaba caindo no gosto popular. A reprodução do poster original está à venda na loja do museu.

Capadócia: o passeio de balão

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Mesmo que você não seja dado a esportes de aventura, mesmo que você tenha horror a altura (meu caso) e mesmo que você tenha medo de avião (também o meu caso, por incrível que pareça), você deve fazer o passeio de balão. Não é só pelo fato de fazer algo diferente, não. É que a gente só tem a dimensão do que é a Capadócia vendo a região do alto.

Muitos outros lugares também devem ser assim, mas quantos você tem a chance de sobrevoar devagarinho?

Tem horas que o balão vai baixinho…

Tem horas que o balão alcança uma altitude que eu não sabia se era possível, mas sempre muito suave…

Por favor, não venha a essa altura do campeonato – e depois dessas fotos (!) – achar que vale a pena economizar os cerca de 160 euros por pessoa cobrados pelo passeio. Você atravessou meio mundo e está de fato na Ásia! Contabilize esse valor antes de sair de casa!

O passeio que fizemos foi com a Butterfly Balloons. O serviço é pontual, atencioso e, mais importante, bastante cuidadoso com a questão da segurança. Funciona assim: às 4h30 da madrugada eles nos apanharam no hotel, numa van com outros passageiros. De lá, fomos levados para a sede da agência deles e nos serviram um café da manhã estilo buffet. A equipe cronometra cada minuto, avisando quanto tempo cada um tem para acabar de se servir e ir ao banheiro.

Depois, nos levam para o local da decolagem, onde os balões já estão nos esperando, juntamente com a equipe que está terminando de enchê-los. Tanto o pouso como a decolagem são bem suaves.

Nossa equipe tinha 3 balões. A capacidade do cesto era grande, havia 15 passageiros.

Fomos com o Chief Pilot Mike Green, britânico, piloto experiente, simpático e bem humorado.

Ao final, recebemos um certificado pela aventura.

E não só isso: junto ao local do pouso – que é precisamente sobre o trailer de um jipe(!) – encontramos uma pequena comemoração preparada com espumante da Capadócia e bolo. Você ainda chega no hotel por volta de 8h30, pronto para iniciar o dia! Faria tudo de novo.

Duração: 1 hora (tem passeios de 2 horas também). Achei suficiente.

Preço: à época, 150 euros, cash, por pessoa. Tivemos um desconto. Mas no próprio site abaixo é feita essa advertência. Os preços variam de 165 a 175 euros (se pagos com cartão de crédito). Você pode fazer a reserva no próprio site, em inglês.

Contato: www.butterflyballoons.com

e-mail – fly@butterflyballoons.com

telefone – +90384 271 3010

Garimpando hospedagem na Turquia: Istambul, perto do aeroporto Atatürk

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Quando voltamos da Capadócia, dormimos mais uma noite em Istambul. Dessa vez, escolhemos um hotel próximo ao aeroporto por motivos óbvios: não queríamos acordar muito cedo no dia seguinte e para isso, deveríamos evitar a todo custo o tráfego pesado da cidade.

Aeroporto Atatürk visto da janela do Hotel Titanic Port Bay

Aeroporto Atatürk visto da janela do quarto do hotel

A experiência foi muito positiva. Não só pelo fato de o hotel escolhido, Titanic Port Bakirkoy, ser muito bom, mas também porque o entorno em nada lembrava a vizinhança de um aeroporto. Não foi uma pechincha, mas os 119 euros pagos pela diária foram bem recompensados. O hotel é, de fato, cinco estrelas, com todas acesas 🙂 Além disso, vizinho de um shopping bacana, onde acabei fazendo algumas compras de última hora e nem fiz mais questão de retornar ao Grand Bazaar para lembrancinhas.

A melhor parte foi mesmo chegar ao aeroporto em algo como 10 minutos, se muito! Continuou achando a localização no Sultanahmet perfeita para a turistagem, mas recomendo fortemente uma noite nesse hotel, principalmente se o destino na manhã seguinte for o Atatürk. O hotel ainda oferece transfer gratuito para o aeroporto, caso a reserva seja feita no próprio site. Entretanto, se o preço não estiver tão interessante no canal direto deles, vale a pena abrir mão desse conforto, táxi em Istambul é baratinho.

Quarto espaçoso

Voando de Iberia

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wikipedia

Saímos de Fortaleza por volta de 20h, chegamos em Lisboa perto de 7h, horário local, mal tendo dormido no voo da TAP. Pegamos uma conexão para Madri, pela Iberia, onde deveríamos pegar outro voo direto, nunca conexão não imediata, para Istambul, mas a Iberia fez o favor de cancelar esse voo e nos colocar em outro no mesmo dia às 6 da manhã.

Isso mesmo, ainda estaríamos pousando em Lisboa. Fomos avisados uma semana antes e nos deram uma opção para prosseguirmos dois dias depois a partir de Madri, totalmente inaceitável em termos logísticos. Foi aí que lembrei da recente aquisição  da Iberia pela British, que faz parte da Star Alliance.

Acabamos conseguindo, a partir de Madri, que nos enviassem a Londres para de lá, pegar um voo da Turkish que faz codeshare com a British entre Londres e Istambul. Gente, a partir daqui foi só emoção! Tínhamos uma hora e meia para decolar de Madri, pousar em Londres, desembarcar, fazer outro check-in e embarcar no voo da Turkish.

Pois bem, dessa hora e meia, a Iberia fez o favor de atrasar 45 minutos! Isso mesmo, metade do tempo que teríamos para efetuar toda aquela operação foi consumido num atraso. Nessa hora, eu tive certeza de que dormiríamos em Londres e só no dia seguinte partiríamos para Istambul. O que não deixou de ser uma ironia, já que quando nos encantamos com a Turquia durante o planejamento, o outro destino cortado foi justamente… Londres.

Mas tinha um fator com o qual eu não contava: a eficiência londrina. Sério. Em reles 45 minutos o avião pousou, desembarcamos, fomos deslocados para uma espécie de balcão de check-in externo, cujo acesso não pressupõe passar pela imigração britânica, o que já foi um ganho gigantesco. Não precisamos pegar nossas malas, apenas novos cartões de embarque. No horário de partida, estávamos dentro do voo da Turkish, esperando a decolagem.

Pasmem, chegamos em Istambul mais cansados, pela correria e pelas fortes emoções, mas um pouco mais cedo se tívessesmos feito todo o trajeto de Iberia. Acabei aprendendo a lição de que não importa qual a economia (no nosso caso, foi de 700 reais em cada uma das duas passagens), sempre se deve comprar o bilhete até o destino final pela mesma companhia, ainda que voando por empresas diferentes. Nesse caso, a empresa teria como saber que havia passageiros vindo de destinos internacionais e dependentes dessa conexão. A opção 700 reais mais cara era Fortaleza – Istambul de TAP, com a diferença que em Lisboa, pegaríamos a Turkish, em codeshare com a TAP.

Quando estava tentando resolver, dividi minha apreensão com alguns trips do VnV e não vou esquecer do que a @sylviatravel disse: “a Iberia sempre faz isso!” Não tenho críticas juridicamente mais consistentes para fazer em relação à Iberia, afinal ela nos colocou num voo alternativo até chegando mais cedo em Istambul, o que seria bem conveniente para pessoas de férias que já estivessem em Lisboa. Ela não tinha como adivinhar que viríamos de um voo internacional do outro lado do oceano.  O importante é que deu tudo certo. Mas a lição ficou.

Garimpando hospedagem na Turquia – o hotel de Istambul

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Não tivemos dificuldades em encontrar bons hotéis espalhados pela Turquia, por preços justos, mesmo viajando no verão, estação alta por lá. Dois deles não foram simplesmente colhidos dos sites que normalmente uso, como tripadvisorbooking.com ou hoteis.com. O primeiro deles, meu sogro jantou uma noite no restaurante deles meses antes e além de ter adorado a comida, achou a vizinhança bem simpática: foi o Tria Elegance Hotel. Daí, acabei reservando pelo booking, por 109 euros a diária. Em troca, serviço cuidadoso e atencioso. Um sachezinho sobre a cama ali:

Uma água mineral for free acolá, acompanhada de apetrechos para fazer um chá ou um café fora de hora:

Tudo limpo e arrumado, sem ser apertado. Não tirei foto da cama, mas as fotos que têm no site do hotel são bastante fiéis. O curioso é que tinham me avisado do despertador “semi-natural” turco: os alto-faltantes ensurdecedores chamando para a oração às 5 da manhã. Aí o hotel provou todo seu valor: não escutava nada, mesmo estando a alguns metros da Mesquita Azul. Isso foi providencial após chegar ao hotel de madrugada, depois de rodar bastante pelas minhas conexões. Mas essa história eu deixo para contar em outro post.

Além do mais, como a rua era mesmo animadinha, já que ficava dentro do centro histórico e era basicamente uma junção de hotéis e barzinhos, alguns com restaurante no topo dos edifícios de 3 andares (que era o caso do nosso hotel), o silêncio foi ainda mais valoroso.

Akbiyik Caddesi, rua do hotel, no Sultanahmet

Susto mesmo, eu só tomei no dia seguinte, ao acordar, perto de meio-dia (6 horas de fuso à frente, certo?). A boa notícia: o café vai até 1 da tarde na maior parte dos hotéis, inclusive no nosso. A má notícia era, digamos, perceptível visualmente. A curadoria das comidas era feita pelos locais, claro. E, portanto, apesar de farto, variado, com quase tudo o que a gente normalmente come, tinha uns itens bem estranhos.

Mel direto do favo

Berinjelas e abobrinhas temperadas no azeite (?!)

Nada que comprometesse, sempre tinha um pãozinho – dentre outros com recheio estranho – decente e um café ou um leite para salvar. Quanto ao café, há sempre dois tipos: o turco, preparado numas máquinas bacanas – não fotografei a do Tria – e o nosso café ocidentalizado. Não provei o primeiro, já haviam me dito que não era coado, coisa e tal e eu não quis variar. O negócio é se dividir entre ter saudade de comer um carioquinha com manteiga e controlar os ímpetos de pedir uma cerveja para acompanhar todos esses tira-gostos 😀

Azeitonas pretas e verdes

Deslocando-se pela Turquia

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Nossa viagem ficou dividia assim: 6 noites em Istambul, 2 noites em Bodrum, 3 noites em Kusadasi, 1 noite em Izmir, 2 noites em Goreme, 1 noite em Istambul e 1 em Lisboa, para pegar o voo de volta.

Fizemos, então, Istambul-Bodrum de avião, pela Turkish Airlines, Bodrum-Kusadasi de ônibus, pela Pamukkale, Kusadasi-Izmir novamente de ônibus e pela Pamukkale, Izmir-Kayseri de avião, pela Sun Express, Nevsehir-Istambul de avião, pela Turkish.

As estradas são excelentes, não existe dificuldade para comprar uma passagem de ônibus nas estações rodoviárias, chamadas de Otogar. Boas companhias cobrem muitos destinos, as passagens são baratas e o serviço de bordo, melhor até do que a média das nossas companhias aéreas.

Olha só, equipamento de entretenimento individual:

Sem falar no serviço de bordo, com bebidas e snacks variados e gratuitos:

Precisa mais? Mesmo para quem curte alugar carro – e acho que essa opção, na Turquia, é superválida – em alguns lugares eles se tornam um trambolho. Em Istambul, não fazem o menor sentido, já que o táxi é abundante e barato; em Bodrum, as ruas têm um único sentido, de tão estreitas e os engarrafamentos, tão frequentes quanto em Istambul; para dar uma ideia, em alguns pontos, quando um carro se aproximava, precisávamos colar na parede, de lado, por conta do espaço. E de férias, quem merece gastar tempo se preocupando com um carro, não é mesmo? Na Turquia, meus votos vão para as companhias aéreas para as distâncias longas e para as companhias de ônibus, para distâncias mais curtas.

Uma realidade: a infraestrutura de transportes turca superou minha expectativa. Podem ir sem medo.

Adendo: a Roberta questionou acerca de a maioria das pessoas que viajam para a Turquia terem contratado pacotes internos para viajar pelo país. Pessoalmente, detesto pacote. Fui para Capadócia por conta própria, a agência Heritage Travel, local, comprou nossas passagens, aéreas, já que a Sun Express não vendia para passageiros cujos cartões de créditos não eram turcos. Fizemos também a reserva do hotel e do passeio de balão com eles. O site é http://www.turkishheritagetravel.com A dica foi da @carlinhaz e eu fiquei muito satisfeita.
Em Kusadasi, compramos os bate-e-volta para Ephesus e Pamukkale, mas fiquei insatisfeita com os inconvenientes de sempre: paradas despropositadas para compras e controle do nosso tempo no local. Em Ephesus foi bom ter o guia explicando tudo. Sãos os prós e contras desse tipo de solução.