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Estudos de Guerra e Paz de Portinari na Unifor – se eu fosse você, não perdia

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Para quem perdeu a mostra completa de Guerra e Paz que estava no primeiro semestre do ano no Memorial da América Latina, em São Paulo, não deve perder a exposição que ficará na Unifor até o comecinho de 2013.

Da mesma forma que em São Paulo, a mostra é gratuita, mas infelizmente não conta com os painéis que adornam a sede da ONU em Nova York. Foi uma oportunidade única e eu sou muito grata, principalmente por ter descoberto, depois, que as telas não são vistas pelo público nem mesmo durante as visitas guiadas à ONU.

Para que as telas chegassem ao público, foi preciso a conjunção de dois fatores: a reforma do local onde estavam dispostas e, concomitantemente, sua restauração por um ex-aluno de Cândido Portinari.

Eu não tenho formação ou qualquer preparação técnica, tudo o que digo aqui sobre a obra é bastante sensorial e retrata apenas minhas impressões. São dois painéis de 14 metros de altura por 10 metros de largura, um retratando a guerra, o outro a paz.

Curti mais o painel Guerra, acho incrível a junção de tantos tons de azul retratando a guerra, e foi impossível não pensar em Guernica, a percepção da guerra completamente retratada por Picasso em preto, branco e variações de cinza. Aqui e acolá, no meio do azul, Portinari permite pinceladas de tons de laranja, ocre, bege e outras variações.

O painel Paz, por sua vez, inverte o colorido, onde predominava o frio azul, vira cor quente, laranja em vários tons e somente aqui e ali alguns azuis, com predomínio do alegre turquesa. Mas não fique triste por não ver as telas, os estudos são bem interessantes e eu curti até mesmo a troca de correspondências entre as autoridades, sobretudo aquelas que expressam a burocracia existente num projeto desse porte.

Apesar das telas não terem vindo (e, penso eu, nem teriam condições de serem exibidas no Centro Cultural da Unifor, que não tem um pé direito alto), acho os estudos imperdíveis. É certo que não se vê a obra em sua grandeza, mas a possibilidade de ver a obra no detalhe é adorável.

Se você estiver aqui de férias, aproveite aquela sua ida ao Beach Park e saia uma horinha mais cedo do hotel, um pouquinho após passar do Iguatemi, você verá as indicações para chegar na Unifor.

Espaço Cultural Unifor

Av. Washington Soares, 1321

Funciona de terça a sexta de 8h às 20h e aos sábados e domingos, de 8h às 18h.

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#ViajanteSecreto

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Recebi um convite muito bacana do Jodrian Freitas para participar de uma brincadeira entre blogueiros de viagem. É um amigo secreto, mas com a nossa cara! Cada participante tirou seu viajante secreto e a troca, em vez de presentes, é um cartão postal da cidade em que cada um vive atualmente.

E foi assim que recebi esse postal aí embaixo:

CURITIBA!

Alguém já adivinhou quem pode ser o #ViajanteSecreto que me tirou?

Eu adorei! O destino é uma falha ainda não sanada, uma cidade linda que eu ainda não conheço! Pretendo em breve corrigir essa lacuna.

O curioso foi que, no blog do #ViajanteSecreto, encontrei em destaque outro destino que é uma lacuna na minha vida: Londres! Se alguém ainda não souber quem é o Viajante que me tirou, lá embaixo vai a “dica”…

Carol, muito obrigada pelo postal e pelo carinho que veio nele! Adorei o aviãozinho…

E certamente, sua experiência descrita no Travel Forever vai me ajudar nos meus planos futuros! Um beijo aqui do Ceará!

Beach Park – os custos do Aqua Park

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Eu nunca entendi direito o que as pessoas vão fazer em parques aquáticos mundo afora que não vem com uma praia junto :mrgreen:! 

Ultimamente, nas poucas idas ao Beach Park, a gente tem preferido aproveitar a praia mesmo, sem entrar no parque aquático. Nos fins de semana, a partir do meio-dia, sempre tem uma banda de pop rock tocando na praia e fica aquele clima leve, de férias mesmo.  

 

Funciona como uma alternativa às barracas da Praia do Futuro, mais tranquila e onde se pode relaxar mais, diante da ausência dos vendedores ambulantes e pelo fato de oferecer maior segurança.  Como desvantagem, a distância da cidade. Levo aproximadamento 40 minutos para chegar lá. Eu sei que o Riq não vai concordar comigo, pois tem uma dúzia de praias no Ceará mais interessantes do que o Porto das Dunas para conhecer, inclusive próximas à Fortaleza e ao lado do Beach Park, como a Prainha.

O Porto das Dunas, praia do município de Aquiraz onde fica o Beach Park, já foi, na minha opinião, a praia onde se fazia o aproach mais bonito. Ninguém resistia à chegada, vendo do alto o coqueiral imenso emoldurando a praia lá em baixo. Infelizmente, a urbanização está matando a vista aos poucos. Muita gente já mora no Porto das Dunas, inclusive tem um Alphaville ali.

Do alto, já se vê mais casa do que coqueiro. Uma tristeza.

A despeito disso, o Beach Park é um grande atrativo para quem escolhe Fortaleza. Quem vem de fora, faz questão de ir ao Aqua Park. O programa é bacana mesmo. Eu diria, imperdível para aqueles acompanhados de crianças e adolescentes. Caso você não se encaixe nessas duas categorias, mas for um “menino grande”, do tipo que vai em parques mundo afora, também vai curtir. 

O único senão é o preço, como se discutiu aqui. Você praticamente fica refém, pois mesmo tendo outras opções próximas, como o restaurante de praia do Aquaville ou os pequenos restaurantes localizados na estrada de acesso à Sabiaguaba, não ficam numa distância tal que não atrapalhe sua programação no parque aquático. 

CHEGANDO DE CARRO

Acredito que nas próximas férias, a estrada que leva ao Beach Park já estará toda duplicada. Em muitos trechos a área já está inclusive terraplanada. 

Para quem estiver num veículo com tração, após descer a ladeira de acesso ao Beach Park, dobre à direita, mas ignore o estacionamento. Vá circundando o muro do complexo, dobre à esquerda no primeiro acesso à praia, depois esquerda de novo no final do muro, em vez de seguir para a praia. Você logo verá uma área que fica entre a barraca da praia e o Aqua Park feita de estacionamento. Vai economizar o estacionamento e  vai sobrar não só mais dinheiro como energia para gastar no Aqua Park, pois do estacionamento até a entrada a caminhada seria longa. Perceba que a ponte no fundo da foto é a rampa que dá acesso ao Aqua Park. Embaixo, o estacionamento dos 4×4.

A LOGÍSTICA

No dia 31 de julho, o ingresso do adulto estava R$110,00 e o de criança até 12 anos, R$100,00. Crianças até 1 metro de altura não pagam – mas também mal brincam. Muitas atrações são proibidas para elas. Ainda na entrada, é aconselhável locar um armário para guardar seus pertences e ficar livre-leve-e-solto para curtir o parque. É cobrada uma caução pelo armário de R$20,00, devolvida no final do dia.

 

A dúvida sobre qual armário locar dependendo do volume dos seus pertences, você tira ainda na fila.

  

O consumo com alimentação é todo feito através de um cartão feito para pendurar no pescoço, portanto você não vai precisar carregar dinheiro. Abasteça o cartão com um valor ligeiramente superior ao seu planejamento. Embora possa recarregá-lo a qualquer momento, é muito chato ver os créditos acabarem no momento de pagar o almoço, pois você não poderá recarregar ali, na hora. Ainda na entrada, acima da bilheteria, foi colocado um aviso de que a média dos gastos é de R$25,00 por pessoa. Da última vez, gastamos um pouco mais. Chegamos por volta de meio-dia e saímos antes das 16h. Se você puder, fuja do bandejão que tem lá dentro. O custo-benefício não compensa. Almoçamos lá, afinal, com uma criança de 3 anos, nenhum outro esquema suplanta a facilidade do self service.  

Para não pegar ninguém de surpresa, aqui vão alguns preços cobrados no parque:

 

Ilha de Cajaíba, conhece? Eu também não.

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Uma coisa que me faz considerar a possibilidade de visitar um lugar é uma matéria de turismo bem escrita. De vez em quando, essas matérias aparecem em veículos que não são propriamente ligados ao turismo, mas trazem reportagem sobre viagens, como as revistas femininas Elle, Vogue, Marie Claire ou, ainda, revistas de lojas, como as bem produzidas revistas da Le Lis Blanc, de distribuição gratuita.

Além dessas reportagens, vez ou outra a gente encontra a indicação de um barzinho, um restaurante ou um hotel. Numa dessas leituras, vi uma pequena entrevista com Margherita Missoni, herdeira da marca italiana, dizendo adorar a Praia da Pipa (!) e que agora queria conhecer a Ilha de Cajaíba, na Bahia, onde seria inaugurado em 2012 mais um Hotel Missoni.

Nada anormal em relação a esse fato, já que está ficando comum para as grandes grifes de roupa diversificarem seus negócios, inclusive partindo para a hotelaria de luxo. Já soube da existência do Hotel Armani e do Bulgari Hotel e certamente devem existir outros.   

O que mais me chamou a atenção foi a citação de um local no Nordeste que eu sequer sabia da existência e que, tudo indica, após receber um empreendimento classe A e de grande porte, tem tudo para bombar daqui a alguns verões. Fui direto ao VnV checar informações sobre o local e tive mais surpresas: nenhuma citação na busca textual sobre o lugar. Também não achei nada no Freire’s ou no 100 Praias que Valem a Viagem.

Imaginei logo que era um destino fabricado, pois, parafraseando uma frase jurídica, o que não está nas bíblias praieiras, não está no mundo.  

De certa forma, é quase isso. Googleando o local, acabei descobrindo que está mais para ilha particular do que propriamente para destino turístico. A ilha ficou por uns tempos a venda num site que ainda pode ser consultado, o endereço é www.insight-brazil.co.uk O que achei estranho foram as informações encontradas no site www.visiteabahia.com.br segundo o qual a visitação ao local depende de autorização prévia da Secretaria Municipal de Turismo de São Francisco do Conde, município a que pertence a ilha.

Afinal, a ilha é ou não é de uso privado? Tem 8 km de extensão, fica separada do continente por um canal e possui um conjunto arquitetônico bem conservado, dos tempos áureos da nobreza açucareira: casa grande, senzala (com seus devidos instrumentos de tortura preservados), engenho e palmeiras imperiais da mesma época. O primeiro proprietário foi Mem de Sá (aquele mesmo, dos livros de história, o terceiro Governador Geral do Brasil).  

Não se sabe se o empreendimento irá mesmo sair do papel, pois ele tem sérios entraves ambientais. Mais da metade de seu território é de manguezal e é habitado por uma comunidade remanescente de quilombolas, o que impediria,  pelo que pude entender, a construção do hotel, pelo menos como concebido até o momento, nos moldes dos mais completos resorts.

De qualquer forma, encontra-se anunciado no site da Missoni em “upcoming hotels”, apesar de o Ministério Público da Bahia e o Ministério Público Federal terem solicitado a suspensão do processo de licenciamento ambiental até que se regulamente o plano de manejo e o respectivo zoneamento ecológico-econômico da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baía de Todos os Santos.  É esperar para ver o que vai acontecer.

O Ministério do Turismo está dando como certo esse investimento, denominado Ilha de Cajaíba Beach & Golf Resort, inflacionando os números apresentados para a Copa de 2014, totalizando 11 bilhões de reais em investimentos hoteleiros.

Nunca diga nunca

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A filosofia por trás dos resorts e dos cruzeiros nunca pareceu muito atraente para mim. Gosto de viajar para descobrir coisas novas, bater perna, explorar o destino. Por definição, cruzeiros e resorts são feitos para quem quer descansar paradinho no lugar. O problema é que quanto mais parada, mais minha mente fervilha, então o que era para ser descanso vira reflexão sobre as coisas das quais eu deveria me desligar nas férias.

O fato é que o meu marido recebeu um convite para uma convenção de trabalho na Costa do Sauípe. Tudo pago. Com direito a hospedar a esposa no quarto. Crianças até 3 anos de graça (= Sara free). E não era folga da babá (para poder ficar com meu outro bebê). Podia recusar? Claro que não. Além do mais, era a Bahia. Sorria, você está na Bahia é mais que um slogan de Secretaria de Turismo. É um mantra. Compramos minha passagem e a da Sara e embarcamos nessa sem pensar duas vezes.

Pegamos o voo que saiu de Fortaleza 13h59 min. e chegamos em Salvador por volta de 15h50min. Rapidamente embarcamos num ônibus com outros passageiros do mesmo voo e mais algumas pessoas que já estavam no aeroporto nos esperando e por volta das 17h30 já estávamos no hotel.  A recepção é atenciosa, nos deram umas pulseirinhas pretas – as dos hóspedes comuns eram laranja, mas não consegui perceber nenhuma diferença no tratamento. Havia uma jantar de abertura para os participantes da convenção num local específico, mas como a Sara é pequena, estava comentando com o meu marido que ela estava ficando enjoada e logo iria dormir – sem jantar. Um funcionário do hotel ouviu e me ofereceu o restaurante do hotel. Achei essa atitude de uma sensibilidade ímpar. Agradeci e a moça que ficava na porta ainda disse “não há de que, senhora, venha todas as noites!” Mais delicadeza gratuita. Haviam dito que precisávamos pedir a terceira cama para o quarto, mas quando chegamos, ela já estava lá. Não sei se tinha em todos os quartos, mas o fato é que se a organização do congresso havia passado a informação da terceira hóspede, o hotel providenciou antes de nossa chegada. Também achei isso legal.

O café da manhã era bastante farto e não primava só pela quantidade. Não tinha nada muito sofisticado, mas a comida era deliciosa e tinha (quase) tudo o que você imagina encontrar num café da manhã de um bom hotel. Inclusive a tapioca feita na hora com recheio a sua escolha. Deliciosa.

Não vi bufês sendo montados a toda hora, só mesmo nas três refeições, mas o bar da piscina soltava petiscos durante a manhã e a tarde toda. Nem cheguei a experimentar.

Sara e eu fomos para a piscina, depois andamos até a Vila Nova da Praia, uma espécie de cruzamento entre Arraial d’Ajuda e Las Vegas, um Projac de vilinha de praia nordestina. Por favor, não me entendam mal: é lindinha, mas meio fake. Mesmo assim, muito agradável. Fui até lá no intuito de alugar bicicletas para explorar o complexo, mas a única que poderia levar a Sara era, na verdade, um triciclo que precisava de duas pessoas pedalando. Nesse momento, ela viu a charrete e se apaixonou, mas os passeios só aconteciam com o sol frio, após as 16h. Então, pegamos o ônibus e fomos até a fazendinha, por indicação de vários funcionários que nos disseram para não perder a ordenha às 10h. Ótima dica para uma criança de 3 anos, que saiu de lá felicíssima por ter tirado o leite da vaca pessoalmente, o qual, depois de acondicionado numa mamadeira, foi entregue a ela para oferecer aos carneirinhos-bebês. Programa ultra-meigo.

  

 Terminado o momento Globo Rural, fomos aguardar o ônibus, que circula a cada 20 minutos em cada um dos principais pontos do Complexo, para retornar para um banho antes do almoço. Os outros locais: golfe, tênis, centro náutico (pedalinho, caiaques, tirolesa e gansos bravos), Vila Nova da Praia e a recepção de cada um dos hotéis e pousadas.

A qualidade da comida me surpreendeu. Não tem nada demais, é que eu acho bastante difícil manter uma certa qualidade duma comida feita para batalhão e essa era saborosa, apesar do volume. A sobremesa era simplesmente deliciosa. Não se via aqueles cremes todos com o mesmo gosto. Que nada, eram trufas de chocolate mentolado, queijadinhas super saborosas, umas tortas de patisserie fina, brownies feitos com chocolate verdadeiro e completando, uma geladeira Nestlé com vários sabores de sorvetes. Tudo isso se repetiu – a qualidade, não as comidas – em todas as refeições. O que me chamou a atenção foi a completa ausência de comidas baianas-da-gema, como um vatapá, uma moqueca ou um acarajé. Nadica de nada.

A sequência foi soneca, compras de lembrancinhas na Vila, passeio de charrete, jantar e um passeio pela “vida noturna” da Vila (que acaba às 23h, à exceção de uma boate que eu nem cheguei a ver). No dia seguinte, aproveitamos a praia – que tem um bar com água de côco, refrigerantes e água,  piscinas naturais com uma vida marinha rica – e já era de voltar.  Aqui uma observação: essas piscinas naturais só existem na maré baixa. Acredito que na maré cheia se transformam em pedras perigosas para os banhistas.

Eu não cheguei a mudar meu conceito sobre resorts. Aliás, nem é propriamente um conceito, mas uma questão de gosto. Curti a experiência, mas o fim de semana foi mais do que suficiente.

Ficamos hospedados no Sauípe Park, antigo Sofitel Conventions, como seria apropriado nesse caso. O evento tinha mais de 600 participantes, fora os acompanhantes. Fiquei bem impressionada com a logística do evento e do hotel. Foi tudo muito organizado, desde os transfers ágeis, até o check-out realizado com bastante presteza. Não chega a ser um hotel de luxo, mas a estrutura é muito boa. Mesmo com alguns anos na praça, tudo tem aspecto de novo e bem cuidado, grama bem aparada e nada de tinta descascada. 

 O que me chamou a atenção:

1. o atendimento: não recebi um nãozinho sequer. Os organizadores da convenção do meu marido tinham me dito que o passeio de charrete estava incluso; no local de venda do passeio, ao ouvir que eu não possuía um voucher, a funcionária deu um telefonema e agendou para gente o passeio de 20 minutos, em vez do que leva 1 hora. Se ninguém tivesse me dito que havia o trajeto longo e eu não fosse atenta, nem teria percebido que o passeio NÃO estava incluso.

2. A estrutura é bem cuidada. Conseguiram integrar os hotéis à paisagem de mangue de um jeito magnífico. Por conta disso, tem micos, pássaros diferentes e iguanas que cruzam por você na maior, enriquecendo o cenário do hotel.

  

3. A comida foi bem melhor do que eu esperava. Não era a rodo, o tempo todo, mas essa circunstância, para quem precisa perder os derradeiros quilinhos da última gravidez é ultra-positiva :mrgreen:

O próximo dia já não iria conseguir me manter no hotel, pois dei por visto o complexo. Realmente, minha desconfiança era real: é meio enjoativo ficar ali dentro. Um resort é o local perfeito para viajar com crianças pequenas, mas eu acho que escolheria um outro da próxima vez. Só para variar a paisagem.

Mega ConVnVenção Rio 2010

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Iniciar um projeto é sempre difícil. O estímulo que faltava veio de uma turma que eu conheci pessoalmente no início de abril passado. Fui ao Rio de Janeiro especialmente para esse encontro. Eu não poderia ter deixado passar essa oportunidade. Passagens da megapromo Tam devidamente compradas, chegamos ao Rio às 21 horas do dia 9 de abril. Pouco depois das 22h, já estávamos no Café Felice. Meia hora depois e nem parecia que eu estava vendo todos pela primeira vez ali. Abre parênteses: aqui pedimos um ótimo risotto de funghi, o que foi uma surpresa agradável, já que a casa, em baixo, tem cara de sorveteria/lanchonete e em cima, aparência de barzinho. Não esperava comida tão boa naquele local. Fecha parênteses. A sobremesa, cocadinha da Bahia, que, acredito, tenha sido levada pela Adri-Lima (com quem fiz a micro-conVnVenção seguinte, mas isso é assunto para outro post).

No dia seguinte, o tão esperado momento: o encontro com nosso Comandante. Nos hospedamos no Mar Ipanema Hotel, que fica a um pulo do ponto de encontro de onde sairiam as vans para os passeios do dia, o Praia Ipanema Hotel, onde estavam hospedados nossa trip Marcie, o simpaticíssimo Ciro e a Julie.

Filgueiras, eu e o Riq

Esse encontro foi no Instituto Moreira Salles, que fica na Gávea e foi fundado ainda pelo Walther Pai. Era a própria casa do banqueiro. A construção é bonita, estilo anos 50, e aconchegante, o que contribuiu para uma manhã bastante agradável, ainda que quente. 

Os dias ensolarados evidenciaram ainda mais a beleza do Rio e só deu para sentir as chuvas noticiadas nessas “cachoeiras” que passavam pelos jardins da casa:

A parte cultural ficou com a exposição das aquarelas de Charles Landseer, artista oficial da missão diplomática britânica. Essas pinturas vieram parar no Brasil a partir da aquisição de Guilherme Guinle em 1925, após permanecerem aproximadamente cem anos sob a guarda dos Stuart – elas haviam sido confiscadas pelo chefe da missão, Charles Stuart. 

O almoço foi na Forneria São Sebastião, de onde partimos direto para o berço, a fim de aguentar o Rio Scenarium logo mais. Lá, foi uma festa só. Mais de 70 malucos por viagens reunidos! As ausências foram bastante sentidas. O show, no térreo, ficou a cargo dos ótimos Fátima Gaspar & Os Gatos da Noite. Adorei. Dia seguinte, Forte de Nossa Senhora de Copacabana. Passeamos, fotografamos e nos despedimos da turma. Na entrada, nos cobraram R$ 4,00 para visitar o Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana. O museu estava fechado, mas nada foi falado na bilheteria. A quantia era ínfima, mas gastamos um tempinho procurando uma entrada aberta do museu. Dali, fomos almoçar no Sawasdee, demos uma passadinha no Shopping Leblon e partirmos de volta à Fortaleza. Final de semana perfeito no Rio.