Arquivo mensal: fevereiro 2012

Voando de Iberia

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Saímos de Fortaleza por volta de 20h, chegamos em Lisboa perto de 7h, horário local, mal tendo dormido no voo da TAP. Pegamos uma conexão para Madri, pela Iberia, onde deveríamos pegar outro voo direto, nunca conexão não imediata, para Istambul, mas a Iberia fez o favor de cancelar esse voo e nos colocar em outro no mesmo dia às 6 da manhã.

Isso mesmo, ainda estaríamos pousando em Lisboa. Fomos avisados uma semana antes e nos deram uma opção para prosseguirmos dois dias depois a partir de Madri, totalmente inaceitável em termos logísticos. Foi aí que lembrei da recente aquisição  da Iberia pela British, que faz parte da Star Alliance.

Acabamos conseguindo, a partir de Madri, que nos enviassem a Londres para de lá, pegar um voo da Turkish que faz codeshare com a British entre Londres e Istambul. Gente, a partir daqui foi só emoção! Tínhamos uma hora e meia para decolar de Madri, pousar em Londres, desembarcar, fazer outro check-in e embarcar no voo da Turkish.

Pois bem, dessa hora e meia, a Iberia fez o favor de atrasar 45 minutos! Isso mesmo, metade do tempo que teríamos para efetuar toda aquela operação foi consumido num atraso. Nessa hora, eu tive certeza de que dormiríamos em Londres e só no dia seguinte partiríamos para Istambul. O que não deixou de ser uma ironia, já que quando nos encantamos com a Turquia durante o planejamento, o outro destino cortado foi justamente… Londres.

Mas tinha um fator com o qual eu não contava: a eficiência londrina. Sério. Em reles 45 minutos o avião pousou, desembarcamos, fomos deslocados para uma espécie de balcão de check-in externo, cujo acesso não pressupõe passar pela imigração britânica, o que já foi um ganho gigantesco. Não precisamos pegar nossas malas, apenas novos cartões de embarque. No horário de partida, estávamos dentro do voo da Turkish, esperando a decolagem.

Pasmem, chegamos em Istambul mais cansados, pela correria e pelas fortes emoções, mas um pouco mais cedo se tívessesmos feito todo o trajeto de Iberia. Acabei aprendendo a lição de que não importa qual a economia (no nosso caso, foi de 700 reais em cada uma das duas passagens), sempre se deve comprar o bilhete até o destino final pela mesma companhia, ainda que voando por empresas diferentes. Nesse caso, a empresa teria como saber que havia passageiros vindo de destinos internacionais e dependentes dessa conexão. A opção 700 reais mais cara era Fortaleza – Istambul de TAP, com a diferença que em Lisboa, pegaríamos a Turkish, em codeshare com a TAP.

Quando estava tentando resolver, dividi minha apreensão com alguns trips do VnV e não vou esquecer do que a @sylviatravel disse: “a Iberia sempre faz isso!” Não tenho críticas juridicamente mais consistentes para fazer em relação à Iberia, afinal ela nos colocou num voo alternativo até chegando mais cedo em Istambul, o que seria bem conveniente para pessoas de férias que já estivessem em Lisboa. Ela não tinha como adivinhar que viríamos de um voo internacional do outro lado do oceano.  O importante é que deu tudo certo. Mas a lição ficou.

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Garimpando hospedagem na Turquia – o hotel de Istambul

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Não tivemos dificuldades em encontrar bons hotéis espalhados pela Turquia, por preços justos, mesmo viajando no verão, estação alta por lá. Dois deles não foram simplesmente colhidos dos sites que normalmente uso, como tripadvisorbooking.com ou hoteis.com. O primeiro deles, meu sogro jantou uma noite no restaurante deles meses antes e além de ter adorado a comida, achou a vizinhança bem simpática: foi o Tria Elegance Hotel. Daí, acabei reservando pelo booking, por 109 euros a diária. Em troca, serviço cuidadoso e atencioso. Um sachezinho sobre a cama ali:

Uma água mineral for free acolá, acompanhada de apetrechos para fazer um chá ou um café fora de hora:

Tudo limpo e arrumado, sem ser apertado. Não tirei foto da cama, mas as fotos que têm no site do hotel são bastante fiéis. O curioso é que tinham me avisado do despertador “semi-natural” turco: os alto-faltantes ensurdecedores chamando para a oração às 5 da manhã. Aí o hotel provou todo seu valor: não escutava nada, mesmo estando a alguns metros da Mesquita Azul. Isso foi providencial após chegar ao hotel de madrugada, depois de rodar bastante pelas minhas conexões. Mas essa história eu deixo para contar em outro post.

Além do mais, como a rua era mesmo animadinha, já que ficava dentro do centro histórico e era basicamente uma junção de hotéis e barzinhos, alguns com restaurante no topo dos edifícios de 3 andares (que era o caso do nosso hotel), o silêncio foi ainda mais valoroso.

Akbiyik Caddesi, rua do hotel, no Sultanahmet

Susto mesmo, eu só tomei no dia seguinte, ao acordar, perto de meio-dia (6 horas de fuso à frente, certo?). A boa notícia: o café vai até 1 da tarde na maior parte dos hotéis, inclusive no nosso. A má notícia era, digamos, perceptível visualmente. A curadoria das comidas era feita pelos locais, claro. E, portanto, apesar de farto, variado, com quase tudo o que a gente normalmente come, tinha uns itens bem estranhos.

Mel direto do favo

Berinjelas e abobrinhas temperadas no azeite (?!)

Nada que comprometesse, sempre tinha um pãozinho – dentre outros com recheio estranho – decente e um café ou um leite para salvar. Quanto ao café, há sempre dois tipos: o turco, preparado numas máquinas bacanas – não fotografei a do Tria – e o nosso café ocidentalizado. Não provei o primeiro, já haviam me dito que não era coado, coisa e tal e eu não quis variar. O negócio é se dividir entre ter saudade de comer um carioquinha com manteiga e controlar os ímpetos de pedir uma cerveja para acompanhar todos esses tira-gostos 😀

Azeitonas pretas e verdes