Arquivo mensal: abril 2011

Dia chuvoso em Fortaleza, e agora?

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Você se preparou para passar o feriado de Páscoa no litoral, baseado numa cidade grande e visitando algumas praias durante o dia. Não foi suficientemente previdente e não deu bola para a previsão climática. Pior: não viu isso aqui.

Amigo leitor, nem tudo está perdido.

Considerando que o turismo de shopping (que a minha mãe sabiamente abomina, cunhando a máxima de que “todos são iguais, só muda a posição das lojas”) esteja prejudicado hoje e amanhã, sexta-feira da Paixão, para esses dias minha sugestão é mesmo muito descanso.

Não no quarto do hotel, claro. Em vez de rumar para as praias fora da Capital, vá direto para uma das barracas da Praia do Futuro que servem boa comida. As minhas preferidas são Arpão e Vila Galé, mas existem outras igualmente boas. Essas são as que freqüento. Ambas servem boa comida por preço justo, são tranqüilas e ficam do lado direito, para quem vai descendo pela Av. Santos Dumont. Peça uma cerveja, coma seus caranguejos e pode apostar que a chuva vai embora e você ainda consegue dar um mergulho, sem ter arriscado dirigir no mínimo 100 quilômetros só para pegar chuva. Também se não parar de chover, já garantiu seu dolce far niente do dia com, o melhor de tudo, a sensação de pé na areia, mesmo que nem tenha pisado nela.

Caso continue a chover no sábado e no domingo e você não queira nem ouvir falar em turismo antropológico no Mercado Central disfarçado de comércio de artesanato, ou mesmo pelo fato de que você possuir a mesma subreligião da minha mãe, dentro do judaísmo, chamada muquiranismo, venho aqui salvar sua manhã chuvosa e sugerir uma visita ao Espaço Cultural Unifor, para ver a exposição Brasiliana, que reúne peças coletadas por Olavo Setúbal sobre 500 anos de história do Brasil, divididas em núcleos: Terra Brasilis, Brasil Holandês, Brasil dos Naturalistas, Brasil dos Viajantes, Rio de Janeiro,  Memória da Cultura e Livros de Artista.

Importante dizer que Olavo Setúbal decidiu adquirir apenas aquilo que fosse mais raro e relevante, o que por si só já demonstra a grandiosidade da coleção.

A exposição está aberta desde 1º de março e vai até 1º de maio de 2011, de 10 às 20h de segunda a sexta e 10 às 18h aos sábados e domingos. A entrada é gratuita e tem estacionamento (também gratuito) no local. Telefone para contato: (85) 3477-3319